Poesias Feitas a 4 Mãos…

Março 6, 2008

A inveja…

Arquivar em: Desabafos, Inveja, Textos diversos, poemas — poetisapurpura @ 11:01 pm

Tema da vez: A INVEJA…

Música da vez: The Mission UK –  Butterfly on a Wheel.

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Sozinha anda pelas ruas observando tudo que a cerca. Como se o tempo parasse e só ela se movesse em meio a amontoados de gente estranha.

Radiantes, casais se beijam e demonstram todo seus sentimentos publicamente.

Será que eles não têm censo do papel que estão fazendo?” – Pensa ela.

Na esquina, se depara com um casal de velhos. “Andando de mãos dadas – coitados – nem têm mais idade pra isso”.

E as crianças, então, que brincam, gritam, correm e faltam dançar em meio às ruas. Ahhh…Isso a irrita tanto!

Um gosto amargo lhe desce a garganta.

Pensa na possibilidade dele estar com aquela outra agora. Feliz, amado. É assim que ela a chama: aquela outra.

Será mesmo que aquela outra é capaz de doar amor como ela nunca poderia dar, afinal, gastara muito de seu tempo amando outras pessoas?

Não, não creio que ela o possa fazer tão bem… Mais ainda que ao lado dela ele seja tão feliz quanto foi comigo um dia.  – pensa.Capaz…Ela nem é tão bela. Não é sofisticada nem usa roupas bonitas e, sinceramente, não posso acreditar que o faça tão feliz a ponto de se esquecer de mim mesmo que por poucos momentos.

Macerados de idéias lhe consomem. De alguma forma sente que precisa prendê-lo. Feliz sem ela? NUNCA!

Quem aquela outra pensa que é? Se acha tão culta e moderna, quando na verdade nem adjetivos sou capaz de lhe dar. Coitada… – completa.

E assim, seu dia se resume em observar pessoas, situações, lugares…E pensar…E querer ser, ter, saber.

Com isso, cada vez mais sentimentos pequenos lhe cobrem a alma de manchas acinzentadas. É como céu em dia de tempestade. Pouco a pouco escurece até que se torna breu.

Não sabe o porque de sentir assim. Só sabe que sente.

Em seu íntimo, deseja ardentemente fazer parte de cada uma das visões que tem. Como se quisesse protagonizar cada história que vê como foto diante dos seus olhos.

No fundo, ela é só uma menina mimada querendo brincar de boneca, não com a sua! Mas, com a boneca da vizinha… Para ela o jardim ao lado sempre será mais verde que o seu. O motivo de tudo isso?

Será que não sabe mesmo? Pergunte ao seu interior e saberá a resposta mais breve do que pensa.

Fevereiro 29, 2008

Curiosa, te procuro…

Preciso de uma droga
algo forte
capaz de desviar meus pensamentos
por que penso em você o tempo todo
me assusta
a curiosidade que tenho
que me faz querer
saber o tempo todo
o que você faz
aonde vai
como está
com quem…
A curiosidade me tortura
me faz imaginar como seria
se estivesse aqui
e me beijasse
será que eu estaria nas nuvens agora?
Quem é você?
Qual sua história?
por que apareceu?
porque está aqui?
como permitiu?
que me apaixonasse
curiosa e torturada
estou seguindo seu rastro
buscando teus passos
sentindo seu cheiro
sem te encontrar
e cada dia que passa
a tortura é maior
e melhor
se tudo que penso for real
te escolho então
para passar o resto da minha vida
na curiosidade de acordar
e te ver ao meu lado…

Fevereiro 27, 2008

Curiosidade que mata e traz vida…

Arquivar em: poemas — poetisapurpura @ 7:22 pm

Que gosto tem o sabor do desse amor?

E que gosto tem o beijo que você pode dar?

O que ganho e dar-te meu sentimento ainda vivo?

Curiosidades que me consomem, me matam, me dilaceram.

Apenas perguntas, pois, ainda não tive tempo pra decorar as respostas.

Decorar seu rosto, a ponto de fechar meus olhos e lembrar de cada linha.

O que faz teus olhos serem meus faróis?

Qual o sentido de suas palavras me guiarem rumo ao céu e ao inferno?

Qual a paga por te amar?

Curiosidades que me consomem, me matam, me dilaceram.

Apenas perguntas, pois, ainda não tive tempo pra decorar as respostas.

Acariciar suas mãos, como se elas fossem a última coisa que quisesse sentir.

Para onde vão seus pensamentos quando chega a noite?

E o que me torna tão dependente de tuas correntes?

Qual o prazer de sentir você tão perto? 

Curiosidades que me consomem, me matam, me dilaceram.

Apenas perguntas, pois, ainda não tive tempo pra decorar as respostas.

Virar borboleta e livre voar para a prisão dos teus braços.

Por que me torno tão pequena diante de ti?

Por que a imagem de mulher logo se desfaz quando olhada em seu espelho?

Por que me trazes tantas seguranças e inseguranças ainda que alheio a tudo?

Curiosidades que me consomem, me matam, me dilaceram.

Apenas perguntas, pois, ainda não tive tempo pra decorar as respostas.

Contar cada fragmento de tempo apenas esperando sua volta.

De que me adianta responder a tantas dúvidas se isso me faria entender o que sinto?

De que adianta a resposta para as mágoas da vida, se ainda sim as feridas não se fecham?

De que me adianta calar esta curiosidade se isso seria tornar possível o impossível?

Curiosidades que me consomem, me matam, me dilaceram.

Apenas perguntas, pois, ainda não tive tempo pra decorar as respostas.

Ser sua por mais uma noite e nada mais seria tão importante quanto isso.

  

Fevereiro 25, 2008

Da noite, o sonho…

Arquivar em: Não classificado — poetisapurpura @ 8:55 pm

Guiando,

Olha no retrovisor. Na estrada, só ela e os carros.

Iluminada pela lua e por suas brilhantes idéias.

No horizonte, o escuro é cortado pelos faróis de seu carro.

Dois sóis a iluminar a erma estrada.

Ela chega ao seu destino. Quimera de sentimentos

Tem medo do que possa encontrar… Sabe Deus o que está por vir.

Como se adentrasse seu íntimo em busca de um profundo desejo, ela adentra o pequeno bar.

Segue rumo ao palco.

Em segundos sua vista é inebriada pela visão que há muito queria ter.

Não sabe por que, mas, isso a torna mais forte.

Perdida, dança em meio à fumaça. 

Ela está sozinha.

Troca de olhares… Seria coisa de sua cabeça?

Sons que a deixam louca. A fazem ir do céu a terra em fração de segundos.

Ele a olha. Inquieta e insistentemente.

Ele a queria lá. Pelo menos é o que ela sente.

Em seus devaneios, sente um abraço. Um beijo a lhe queimar a face.

Sua feminilidade é visível. Seus instintos a certificam disto.

Agora os dois sóis são seus olhos, que, irradiam brilho incomum.

Todos notam.

No banheiro, retoca a maquiagem, arruma os cabelos.

Olha-se no espelho certa do que quer e volta, como se quisesse se auto-afirmar.

Ele abaixa a cabeça, e, vermelho finge não saber ou sentir o que se passa.

A segue com os olhos.

Entre um trago e uma risada, ela o fita com os olhos.

Um jogo malvado, mas, bom de ser jogado.  

Ela sabe que o ama e que isso é maior que ela.

E ele?

Por momentos a fio parece sentir a terra girar.

Teria sido o álcool que consumira minutos antes?

Agora, ele está vindo em sua direção e  Ela não pode acreditar. Finalmente ele acordara. Ainda seria tempo?

O despertador toca.

É segunda-feira e ela tem de trabalhar.

Novamente, o sonho vira sonho se tornando mais uma foto em sua memória.

 By Poetisa Púrpura

Da noite, solidão…

Arquivar em: poemas — Aline Lima @ 11:38 am
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Silêncio e solidão
páginas em branco de uma vida sem limites
do esconderijo
sai uma princesa
a noite, apenas mais uma
sentada
um balcão de bar
acompanhada de whisky
até que o copo esvazie
e você não vem
não te avisaram
que alguém espera aqui
sem te conhecer
aos poucos
estou embriagada
e já não exigo nada
além de boa música
não encontro o cartão
nem acerto a chave no contato
fazer o que?
não tem ninguém que dirija por mim
encontro um estacionamento
e resolvo pegar um táxi
ao menos uma companhia
e com a maquiagem desfeita
não vou chorar meus cacos
nem a solidão do apartamento
tem uma familia ao lado
mas todos já estão dormindo
felizes…
assisto um filme ruim
enquanto espero a ressaca do dia seguinte
e a noite começa tudo de novo…

 By Aline Lima

Fevereiro 22, 2008

Ainda Insano

Loucura a luz do sol
Fogo e desejo sob a lua
suor e sorrisos
lágrimas insanas
pensamentos, tormentos, entrega

Paixão avassaladora
eterna por alguns minutos
tua vida, a minha
nada importante

te vejo, te puxo
cochicho ao teu ouvido
você vem, não resiste
persisto
insiste

louca, louco, você e eu
cada um tem um pouco
trilhos, corredeiras, loucuras rouquidão
eis o que restou de nós
mortais
paixão

começou, terminou, não passou
ainda lembro, vibro, te excito
não me largas
deixo
recomeço

ninguém vê
somos assim
ternos, poder, apego
bizarro
apaixonados…

By Aline Lima

Insano

Arquivar em: Não classificado — a4maos @ 1:57 am

Lança-me o seu laço

O desfaço

Sem trança, sem embaraço

Sua presa serei

oferenda darei

Me doarei ao teu intento, tormento

Sua corrente, incoerente

Correnteza que destrói, lava a sua volta

Sua onda, emenda, costura

 Linha e agulha, conserto

Seu ego, me nego

a desistir do que me foi aplicado

Sedado.

Insano, imoral, banal, não cordial

primordial.

Lança-me sua teia,

dá-me o sangue de tuas veias

O que saber?

O que não saber?

Vida, morte, vida ciranda.

Um dia, outro dia.

Mortos um a um.

Esperançaque renasce, resplandece

E dia após dia a roda viva nos engole.

Sim, somos meros peões malucos dispostos no jogo que é viver.

…De louco, todos nós temos um pouco e isso é o que torna a vida tão boa…Tão insensata…

TEXTO POR THAÍS BUENO

Fevereiro 8, 2008

Bem vindos!

Arquivar em: Não classificado — a4maos @ 3:53 pm

Post teste, bem vindos a este que pretende ser um Blog diferente, feito a 4 mãos!!!

Blog em WordPress.com.