Lança-me o seu laço
O desfaço
Sem trança, sem embaraço
Sua presa serei
oferenda darei
Me doarei ao teu intento, tormento
Sua corrente, incoerente
Correnteza que destrói, lava a sua volta
Sua onda, emenda, costura
Linha e agulha, conserto
Seu ego, me nego
a desistir do que me foi aplicado
Sedado.
Insano, imoral, banal, não cordial
primordial.
Lança-me sua teia,
dá-me o sangue de tuas veias
O que saber?
O que não saber?
Vida, morte, vida ciranda.
Um dia, outro dia.
Mortos um a um.
Esperançaque renasce, resplandece
E dia após dia a roda viva nos engole.
Sim, somos meros peões malucos dispostos no jogo que é viver.
…De louco, todos nós temos um pouco e isso é o que torna a vida tão boa…Tão insensata…
TEXTO POR THAÍS BUENO