Guiando,
Olha no retrovisor. Na estrada, só ela e os carros.
Iluminada pela lua e por suas brilhantes idéias.
No horizonte, o escuro é cortado pelos faróis de seu carro.
Dois sóis a iluminar a erma estrada.
Ela chega ao seu destino. Quimera de sentimentos
Tem medo do que possa encontrar… Sabe Deus o que está por vir.
Como se adentrasse seu íntimo em busca de um profundo desejo, ela adentra o pequeno bar.
Segue rumo ao palco.
Em segundos sua vista é inebriada pela visão que há muito queria ter.
Não sabe por que, mas, isso a torna mais forte.
Perdida, dança em meio à fumaça.
Ela está sozinha.
Troca de olhares… Seria coisa de sua cabeça?
Sons que a deixam louca. A fazem ir do céu a terra em fração de segundos.
Ele a olha. Inquieta e insistentemente.
Ele a queria lá. Pelo menos é o que ela sente.
Em seus devaneios, sente um abraço. Um beijo a lhe queimar a face.
Sua feminilidade é visível. Seus instintos a certificam disto.
Agora os dois sóis são seus olhos, que, irradiam brilho incomum.
Todos notam.
No banheiro, retoca a maquiagem, arruma os cabelos.
Olha-se no espelho certa do que quer e volta, como se quisesse se auto-afirmar.
Ele abaixa a cabeça, e, vermelho finge não saber ou sentir o que se passa.
A segue com os olhos.
Entre um trago e uma risada, ela o fita com os olhos.
Um jogo malvado, mas, bom de ser jogado.
Ela sabe que o ama e que isso é maior que ela.
E ele?
Por momentos a fio parece sentir a terra girar.
Teria sido o álcool que consumira minutos antes?
Agora, ele está vindo em sua direção e Ela não pode acreditar. Finalmente ele acordara. Ainda seria tempo?
O despertador toca.
É segunda-feira e ela tem de trabalhar.
Novamente, o sonho vira sonho se tornando mais uma foto em sua memória.
Muito boa essa história em forma de poema, ou esse poema que conta uma história. Envolvente, fácil e agradável de ler. Parabéns pela criação.
Comentário por Cristina Sampaio — Fevereiro 25, 2008 @ 10:58 pm